20 agosto, 2008

Olimpíadas do Escárnio e mal dizer

Cansa-me ouvir os comentários, criticas, e toda esta caldeirada tradicional portuguesa do escárnio e mal dizer sobre os atletas portugueses.
Pergunto se haverá alguém que acredite seriamente naquilo que se tenta passar para a opinião pública. Algum atleta de alta competição que tem anos de treino, dedicação, empenho, vai aos jogos olímpicos (um momento que marca toda a sua vida) para dar um passeio? Meus amigos, aquilo é alta competição.
A título de exemplo serve o Marco Fortes que teve a “infelicidade” de proferir algumas frases com ingenuidade, e que aos olhos de quem anda sedento de inventar culpados e justificações para os insucessos serviram na perfeição.
"Estava habituado a dormir de manhã..." (quando teve que realizar as provas de manhã)
A frase do Marco Fortes realmente foi infeliz, mas o que realmente interessa não serão apenas 2 coisas?
Um bom resultado e o empenho do atleta?
Na falta da primeira, interessa-nos assistir à segunda que fará sentirmo-nos orgulhosos das nossas raparigas e rapazes. O que leva alguém aos jogos são horas de esforço, dedicação e sonho, e eu não acredito que tenha havido falta de empenho.

As desculpas que cada um dos atletas apresentou, por mais ou menos ridículas que sejam, não devem, e não podem servir de comprovativos de falta de dedicação, porque essa mostra-se antes e durante a competição. O que acontece e é dito depois não deixa de ter importância mas é secundário. Não é o que se diz após um momento de infelicidade, e por vezes de frustração, que deve representar o trabalho e dedicação de anos.

Penso que insucessos e faltas de respeito pela bandeira só moram nas cabeças de quem passa a vida na exigência e critica para com os outros, e aí sem dúvida que temos muitos campeões. Mas quantos desses "campeões" são os melhores do mundo na sua profissão?
Para essas personalidades... dediquem-se à caça de animais mitológicos.
Ouvi dizer que estamos na época do Dragão (by Jorge Nuno)

18 agosto, 2008

...um cheirinho a figos e amêndoas

Aproveitei o fim de semana dilatado para ir ao All Garve.

Além de ter a sorte de ter "apanhado" os Wraygunn em monchique, Rodrigo Leão em Tavira e o Jazzfest em Lagos, voltei ao algarve para matar saudades da terra responsável pela relação que tenho com o mar.

Terra de onde partiu o menino feito Rei para encontrar-se com a morte do outro lado do Mediterrâneo.
Terra das minhas férias mágicas de infância.
Terra de uma elevada mescla de estratos sociais e culturas, que vai fazendo com que Lagos seja das cidades mais cosmopolitas do nosso país neste período do ano.

Por isto tudo,
pelo nascer do sol na ponta da piedade,
pela praia do pinhão (foto)
pela soneca feita na toalha, no final do dia, e acordar com o pôr do sol na praia de Porto de Mós,
e sem sair dessa praia... pela saborosa cataplana de espadarte no "António" servida ao Jantar
pelos passeios nocturnos no centro histórico
pelos serões no páteo das laranjeiras
pelo ambiente dos bares, incluindo os invevitáveis Mullen´s bar, e o Bon Vivant
pelo facto de Lagos não ter crescido em cima das praias,
é que posso dizer...

Lagos encanta-me!

As fotos... apenas servem para recordar o momento.





11 agosto, 2008

O meu jardim azul

O meu jardim azul é imenso, no entando quero mostrar uma pequena parte que fica ali para os lados de Sesimbra.

look up... a descida

Preto e verde... chamei-lhe peixe "Táxi".
Peixe "Táxi" numa manobra apertada.
O Magestoso Senhor das 8 patas,
das 8 ventosas na boca... o Senhor dos oitos, o Senhor "Octopudo"
é diferente ver estes bichos animados... sem ser na bancada de peixe do modelo.
Descubram o Senhor Polvo. O Mestre da camuflagem.
Além de mudar cores, muda textura, e acreditem que vale a pena assistir ao vivo.
cardume a pastar...

é diferente ver estes bichos animados... sem ser na travessa numa marisqueira.
o vale verde
organizem-se...
Até logo mar...
"... só a ele obedeço
só ele me conhece,
só ele sabe quem sou
No princípio e no fim"
Estrela do Mar - Jorge Palma

07 agosto, 2008

Permanecer

Fica mais um pouco.
Ainda há estrelas por pintar, e falta desenhar os teus cabelos na minha mão.
Falta devolver-te trinta anos de ternura, e o prazo estreita.

05 agosto, 2008

Divagando...

- João, emprestas-me a tua borracha?
- Claro, toma.
- Mas isto não sai.
- Pois não, fizeste muita força no lápis e o papel ficou com as marcas.
- E agora?
- Agora, rasgas essa página e passas para a seguinte.
- Não… gosto muito desta página.
- Também podes escrever por cima.
- mmm… olha, já não me apetece escrever mais. Vou fazer um desenho.
- E vais desenhar o quê?
- Uma árvore.
- Porque uma árvore?

- Para deitar-me na sua sombra.


(os dois meninos sorriam um para o outro)

O que há de belo e puro na Infância, é por vezes a vantagem de ainda morar-se na ignorância de muitas regras adquiridas na vida.
Desenhar uma árvore para deitar-se na sua sombra não representa loucura, mas sim a beleza natural de encontrar-se uma outra via para exprimir a vontade naquele instante, e de ultrapassar certos problemas de uma forma diferente.
Há muitos de nós que perdem quase por completo essa capacidade... mas julgo que a imaginação também ajuda a tornámo-nos mais humanos.
As crianças moram num mundo menos complexo que o nosso, e por isso, estão mais atentas a outras questões. Por vezes, lembram-nos que aquilo que é básico para nós e que já passa despercebido, é essêncial.

29 julho, 2008

Página rasgada...

Infinitamente Cheio de Luz
Eu Saí,
coberto num manto de angustia,
acabei por derramar as palavras no chão.
Estavam sujas, gastas e obsoletas,
e ali ficaram, abandonadas por nós em terras secas,
como pedras caídas da mão.

E tu ficaste,
naturalmente na tua elegante bondade
permaneceste de asas escondidas,
e sempre altiva nessa assombrosa tranquilidade,
ocultaste que também os anjos carregam feridas.

Polinizadoras Simpáticas com mau feitio

Neste fim-de-semana, fui cumprir o já ritual anual na Quinta da Serra, fui à cresta. Para quem não sabe, a Cresta, é um género de trabalho que, consiste em subtrair o trabalho árduo de meses de outros animais e que ficam sempre um pouco aborrecidos demonstrando-o com os seus ferrões.
Posso com toda a certeza afirmar por experiência própria, que não é lá muito agradável sentir aquelas espadas cravadas na nossa pele com o veneno e vísceras do animal ainda a palpitar espalhando o veneno, ou seja, dor.

Naquele instante, o pobre animal termina a sua existência, num dos gestos mais nobres que se conhece, defender a casa à custa da própria vida. Elas até podem não ter consciência, mas se deixarmos o acto não deixa de dar-nos lições sobre a nossa forma de estar na vida, em especial perante aquilo que defendemos e acreditamos.

Nestes momentos, enquanto contribuo no furto à descarada e vejo-me rodeado por estes simpáticos animais, agora irritados, volto a ter presente no imaginário a imagem de uma abelha ampliada tipo… abelha maia mas com um ar muito menos simpático, com dentes serrados (como se tivessem dentes… pff) e fortemente armada com uma potente arma branca, e sem o puto lá em cima a fazer birra por querer mais uma moeda.

Mas analisando bem, estes são os insectos mais simpáticos e úteis que conheço, embora pequenos e irracionais, podem dar algumas lições aos humanos sobre organização, dedicação e lealdade. Até pode ser tudo baseado em instinto, mas diga-se de passagem que quem lhes programou este instinto fez um excelente trabalho, e é também isso que podemos contemplar nestas tarefas.

Além da ajuda social que prestámos uma vez que o resultado do nosso trabalho vai reverter a causas sociais, temos sempre presente que também estamos a contribuir para a manutenção e preservação dos ecossistemas existentes.

Ao subtrair-lhes o mel, deixamos na colmeia reservas para o Inverno, e evitamos desta forma a sobrealimentação dos animais, com todos transtornos associados, celulite nas coxas e nádegas das abelhas, e barrigas de empreiteiro aos Zângãos. O resultado são colónias de abelhas trabalhadoras e elegantes. Ao cuidar, e expandir (desdobramentos) destas colmeias estamos a interferir de forma positiva no ecossistema, com mais abelhas, além da produção do mel, incrementa-se a polinização, o ambiente agradece, tal como as senhoras que recebem flores.
Não houve vagar para fotos da actividade, mas depois de uma tarde de algum trabalho, houve tempo para descansar no meio de uns bichos simpáticos e curiosos, e tirar-lhe umas fotos, que justificam-se pela beleza… sempre natural.

27 julho, 2008

Tiros no sistema

Caros Amigos,
No nosso país há famílias que pagam 5€ de renda à câmara, e por serem uns coitadinhos, que vendem de tudo um pouco mas sem facturas, recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente reclamado por uma família de “primos” chega a ser superior ao vencimento mínimo.

Estes coitadinhos, insatisfeitos com o rendimento social de inserção, e com casas de rendas a 5 € ainda ficam indignados por morarem em bairros com pretos, e portanto exigem morar num bairro “limpinho”.

Este sistema de leviandade, vai dando benesses aos pobres desempregados e classes “desfavorecidas” ou seja, no geral, “ajuda” sempre os coitadinhos mas da pior forma, viciando-os em obterem os direitos sem que tenham deveres. Este sistema que vai favorecendo a filosofia de vida “quero ganhar mais fazendo cada vez menos” e vai criando rivalidades, sempre que possíveis raciais.
Com estes e outros desleixos, permitiu-se que umas equipes de gangs rivais tenham vindo para a via publica brincar ao tiros.

Para dar a segurança aos coitadinhos, decide-se colocar polícias com colete prova de bala e metralhadoras que arriscam a vida nesse bairro onde vivem os coitadinhos com rendimento social de inserção superior ao vencimento do polícia que arrisca-se a levar um tiro de um coitadinho.
Mas... cuidado que isto pode não ficar apenas por aqui, se ouvirem tocar a campainha sem estarem à espera de alguém, certifiquem-se bem pelo postigo que quem está do lado de fora não é o Francisco Louçã, e caso seja, é melhor não abrirem a porta, porque ele irá entrar em Vossa casa com uma família cigana e manifestará toda a indignação:
"Você não tem vergonha? Aqui refastelado no seu confortável sofá enquanto famílias inteiras de ciganos dormem nos bancos de jardim?"
As ultimas notícias levam-me a pensar com toda a preocupação no futuro... e em conversas com o José Rodrigues dos Santos pedi-lhe para incluir do seu futuro best-seller O 8º Selo, o seguinte...
-
Num futuro próximo, a intensidade da luz solar irá diminuir para o equivalente de uma lâmpada de 20 watts e as pessoas com a capacidade sobre-humana de semicerrar os olhos vão ter uma vantagem na luta pela sobrevivência.
-
Num futuro muito, muito próximo, todos vão falar a mesma língua mas ninguém a vai saber falar correctamente.
-
Num futuro próximo, as vacas vão passar a funcionar a gasolina, baixando desta forma o preço dos cereais e aumentando o preço dos combustíveis. Não faz sentido?? Pois... é mesmo assim.
-
Num futuro próximo o Talvez Engº, Talvez Fumador José Socrates irá apresentar uma nova Energia Renovável, que será pioneira em todo o mundo. A Disparina. Aparelho que transformará disparates em energia eléctrica, através de painéis idiotovoltaicos.
A 1ª unidade móvel será instalada no Funchal, nas imediações da boca do D.Alberto João I, cuja capacidade de produção rondará os 500.000 MegaWatts. O estudo de viabilidade indica que o investimento de 5.432.322.432,52€ será amortizado em 1 ano, no entanto, o Governo terá que obter o licenciamento junto da República da Madeira. Esta medida já foi aplaudida pela bancada dos verdes, que congratulam-se também com a elevada redução de poluição sonora, uma vez que o aparelho irá absorver os disparates na ordem dos 90%, havendo assim apenas 10% de resíduos sonoros.

22 julho, 2008

Des.Acordo Ortográfico

Hoje, sua Excelência O Presidente da República promulgou o Acordo Ortográfico.
Ora, compreendo as necessidades de haver um acordo ortográfico, mas as alterações propostas nao são as mais sensatas.
No entanto, acho que deveria aproveitar-se a onda de intenções de reabertura de processos (como a caso Maddie) para analisar-se, procurar provas e investigar quem é que foi o responsável da corte pelo esquecimento do Dicionário de Português aquando da fuga do Rei D.João VI para o Brasil em 1808. Isso é que era realmente importante… Apurar responsabilidades, porque nunca é tarde, mesmo que seja a 200 anos depois, de certeza que esse indivíduo deixou descendência a quem deverão ser imputados os custos relacionados agora com esta trapalhada toda.

No fundo do mar

Volto para matar saudades, mas também para concluir o curso Advanced para mergulhos mais profundos, porque por vezes sente-se a necessidade de ir mais fundo, ou simplesmente ao fundo.

Volto porque preciso de tudo aquilo que me dás.
Que saudades... este sossego, deixar embalar-me no silêncio dos teus braços, contemplando a valsa das gorgónias.
Andar aqui embalado, olhar para o teu fundo e ver a areia onde o tempo poisou como um lençol de seda, leve e macio, e ali ficou, estático como as lembranças.
Nesta sempre curta hora de prazer, deixei todo o lastro da minha vida lá em cima, lá fora, onde rebentam ondas de saudades.
Ondas que defazem rochas, que com a ajuda do tempo passam a areia, areia que vem para o fundo, onde repousa o tempo.

Agora tudo faz sentido, porque em nada se pensa. Apenas ver, sentir e deixar-me levar na valsa onde tudo e todos se respeitam dentro das leis da natureza. E nisto, apenas invadi a privacidade de um jovem Safio que estava a descansar na sua gruta. Como era o exame "Fotografia Subaquática" tive que tirar umas fotos que aproveito agora para partilhar, embora as condições de visibilidade, a quantidade de peixe e a habilidade do fotografo não fossem as melhores.

Condições de mergulho

temp água.15ºC
visibilidade. 3metros
local. Jardim dos polvos (que foram de férias para o algarve)
prof. max. 28 metros
duração. 47 min

Fotos por ordem
a entrada,
costa de cascais, nudibrânquio, estrela-do-mar, eu, eu, jorge, safio, fundo, Acionário, Judia, Pargo, Espirógrafo