
Nunca fui um grande fã, mas recordo-me que há cerca de 10 anos atrás, passava algumas horas das minhas manhãs de sábado em frente ao televisor a ver na antiga RTP2 os joguinhos do torneio das 5 nações. De facto gostava daquilo, de facto conhecia algumas das regras, mas nunca tomei a iniciativa para praticar a modalidade.
A recente proliferação (ainda bem) dos clubes de rugby no nosso país fez também com que exista um clube de rugby aqui em Tomar, e após um “aparece por lá…” de alguém influente no clube (sim porque eu só teria hipótese com uma boa cunha) gerou-se um eco na minha cabeça: why not? E decidi aparecer.
Para 1º semana de treinos não correu muito mal, registando-se apenas uma pequena infelicidade.
Acontece que o aquecimento que fiz devia ter sido menos fresquinho, porque durante o jogo treino contraí uma pequena e quase insignificante lesão na única região corporal que, por motivos que asseguram a dignidade masculina, não deveria ser massajada por terceiros. Pois é, fui traído pela virilha.
...Eu sei no que estão a pensar. De facto é uma lesão que não é nada dignificante num desporto de malta “bruta”, e confesso alguma desilusão por nem sequer ter conseguido uma lesão digna do rugby. Um olho negro, orelha cortada, lábios rachados, braço e/ou costela partida… nada. Uma simples e tímida virilha aberta.
Esta lesão não foi feita em nenhuma placagem nem em rucks (género de moche de 1 concerto de heavy metal) foi feita numa das coisas mais simples e normais que acontecem no desporto… a correr, se bem que correr não será o termo mais adequado sobre aquilo que eu estava ali a fazer, eu estava na realidade era a fugir do 4x4 que vinha em minha direcção para tirar-me o melão das mãos.
Com isto consegui ganhar um andar cheio de estilo (mas do ridículo) porque a caminhar pareço um cowboy que acabou de borrar-se nas calças.
























