28 novembro, 2008

Ser benfiquista...

Este post é dedicado aos meus amigos Vermelhos da margem sul da 2ª circular.
Sei que hoje é um dia particularmente difícil porque ontem passaram de vermelhos a encarnados (aquela cor que não existe)
Nós, os verdes, perdemos por 5-2 que é um resultado muito mau, ainda por cima em casa. É muito mau, é mau... é mau... Mas foi com o Barcelona, aquela equipa de estrelas e tal que por acaso é das melhores do mundo e tal... e um dos golos do "Barça" foi oferecido pelo árbitro.
Agora... 5-1... com quem?
Olympiacos?
Anuncia-se o inicío de mais uma tragédia, desta vez grega.

26 novembro, 2008

The blue deep dream

Please don't turn the page.
I'm climbing this big oak to reach you, and I'm almost there

14 novembro, 2008

Sentimento da Semana...

...Free at last!

...Afinal basta saber abrir os olhos

Era como se todos os seus mundos estivessem ali, concentrados na ponta da velha esferográfica que sobrevoava o papel, aguardando ansiosamente por novas ordens. O mundo real da sua vida, o mundo real da vida de outros, e o seu mundo inventado, eram habilmente misturados e dessa mistura nasciam acontecimentos que escoavam na ponta da experiente esferográfica.

Sonhos, frustrações, desilusões, paixões, ambições, utopias e vontade criadora fazem com que ele expluda, decompondo-se em vários pedaços que vão gradualmente afastando-se entre si no espaço, como se fossem núcleos de algo, e aos quais aglutinam-se partículas de outras origens que vão formando as suas personagens.
Disse ontem na rádio:
"O mundo está cego e o mal tem um nome: Chama-se Egoísmo"
As críticas negativas que surgem acabam por confirmar a cegueira dos seus autores, porque leram o livro ou viram o filme mas não conseguem ver(entender) o significado do Ensaio.
A terapia passa por cultivar um pouco de uma certa sensibilidade...

31 outubro, 2008

O Nosso Atlântico

Não é novidade que no resto da Europa há países com melhores níveis de vida, com cidades monumentais, com transportes públicos fantásticos, com cidades mais “arrumadinhas e românticas, mas há algo no nosso país que nos torna únicos e moldou-nos o carácter ao longo de séculos.
Não raras são as vezes que sofremos por estarmos na cauda da Europa, são as consequências desta meia-insularidade que tentamos combater para nos sentirmos mais Europeus, mas temos uma vantagem. Ser português é apresentar nos olhos um brilho quando se fala na palavra “Mar” e com vaidade podemos dizer aos nossos vizinhos, que o Atlântico Europeu é nosso e ninguém o pode contestar.
Lembro-me de ver na Televisão e mesmo ao vivo, a alegria nos velhotes do interior que nunca tinham visto o mar. A verdade é que ainda hoje fazem-se peregrinações das gentes do interior para vir ver o mar. Partem das suas terras levando olhos de ansiedade, e trazem no regresso o tal brilho de quem carrega uma alma cheia de Euforia e felicidade.
O que posso garantir é que, o encanto que o nosso Atlântico emite, vem do seu interior e mergulhando um pouco na questão, devo dizer que por mais palavras que tente compor, não consigo descrever o prazer de mergulhar.
Neste nosso mar temos a riqueza de nutrientes que consegue alimentar uma enorme quantidade de peixinhos, peixes e peixões, mas esse plâncton que torna a água esmeralda em vez de turquesa, também a torna mais fitogenica do que fotogénica, com a vantagem de ter uma biodiversidade equivalente à dos mais ricos recifes de coral.
Nas imediações da nossa capital, mais precisamente no cabo Espichel, existe uma brincadeira geológica engraçada em que, a plataforma continental passa abruptamente dos 40 metros de profundidade para os mil e qualquer coisa. Esta proximidade do mar alto traz para perto de Sesimbra espécies animais que de outro modo só se poderiam ver muito longe da costa. Pequenotes e Graúdos , cinzas e coloridos como se fossem pintados de cores fortes.
É aqui nasce a pergunta: Há outra capital europeia rodeada por esta maravilha?
Eis a magia do nosso Atlântico.

30 outubro, 2008

Movimento - Usem o Clip

Nos tempos que correm, dada a azafama do quotidiano, o ser Humano tornou-se de certa forma um ser menos sensível a muitas questões.
O assunto que vos trago hoje, trata de uma forma delicada uma tragédia que infelizmente passa despercebida ao comum dos mortais.
Meus amigos, apresento-vos: A problemática chacina dos agrafos.
Nunca ninguém jamais se deparou, meditou sobre o gesto mais simples, frio e quase “Hitleriano” com que diariamente são agrafados papéis?
Pois bem, imaginem-se no lugar de uma simples folha de papel A4 (para os mais gordos imaginem formato A3) e agora pensem no que seria se vos juntassem a outras individualidades que nunca tinham visto na vossa vida. Como se isso não bastasse vocês seriam posteriormente torturados num doloroso, simples, e seco CRRAAAP.
Bom, para além da dor inimaginável de ser-se trespassado com uma peça de metal é o significado, aquele gesto representa que vocês irão ficar juntinhos naquele agrupamento de estranhos durante algum tempo, e mesmo que eventualmente sejam libertados por um saca agrafos (na melhor das hipóteses) vocês nunca serão aquela folhinha direitinha impecável sem furos que foram outrora.
Isto para não falar do sentimento que se segue, é que se foram desagrafados é porque algo correu mal, e é caso para dizer, pior que agrafado é ser desagrafado, porque das quatro uma, ou são completamente rasgados, desmembrados a meio em vários pedaços, ou serão amarrotados até formarem uma bolinha de papel, ou serão desprezados num canto qualquer, ou voltam a ser novamente agrafados a outros estranhos, e qual quer uma das quatro é má.
Neste momento trágico e depois de agrafados só existe uma esperança que é serem desagrafados para vos tirarem uma cópia e voltarem a agrafar nos mesmo furinhos (quase impossível), porque ao menos desta forma vocês foram reproduzidos, e isso é bom.
Reparem ainda que os papéis importantes nunca são agrafados. Já viram algum documento emoldurado, Diploma, Certificados, etc que tivessem sido agrafados? Com os dois furinhos no cantinho? E papel no canto um pouco torcido? Já? Pois…
Na qualidade de presidente da liga defensora dos papeis agrafados e desagrafados, peço-vos piedosamente: Querem juntar papeis? Juntem, mas usem os clips por favor… já é tempo de parar esta chacina.

17 outubro, 2008

São crises...

Tomar, 3 de Outubro de 2008
Cine-Teatro de Tomar

Numa matemática musical... 1 piano + 1 contrabaixo + 1 bateria + 3 músicos competentes = Bom Concerto

As apresentações serão dispensadas quando se fala do nome Mário Laginha.

Um bilhete a 10€ para assistir a um concerto de Mario Laginha Trio é considerado uma autêntica pechincha, e mesmo tendo sido agendado para o inicio do mês, nem assim foi possível preencher mais de metade das cadeiras do Cine Teatro.
Não sei ao certo o que se passará por estas bandas do Nabão, mas preocupado pergunto-me se o pessoal prefere ficar em casa ignorando intencionalmente os cartazes culturais que vão surgindo, ou se a publicidade dos eventos é demasiado tímida, porque o preço era acessível a quase todas as carteiras, e portanto não creio que o problema seja este.

Independentemente das preferências de estilos musicais que nunca me serviram, mas que respeito, tenho uma certeza: A qualidade da música tocada naquele concerto foi acima da média, e ainda neste contexto tenho outra certeza para anunciar: A música é alimento para o nosso intelecto, individual e por consequência também o colectivo, e por isso insisto que ando a ficar com a sensação que a crise anda a “fechar” pessoas em casa, porque Tomar à noite parece uma cidade abandonada e com as salas de espectáculo a meio.
Sendo dos povos da Europa com melhor clima, e também por este facto arrisco dizer que somos incompreensivelmente os mais caseiros. Depois vem o efeito bola de neve, quando menos pessoas na rua depois do trabalho, mais constrangidos nos sentimos (quem sai), e quanto menos pessoas nos concertos, menos vontade têm os artistas de voltar a certas cidades, como Tomar.

Agora só a atalho de foice, e para que a faceta de contrastes no nosso país fique mais nítida, li algures que a zona do Vale do Tamega é a mais Pobre da Europa.
O engraçado é que esta zona está inserida na região norte (do nosso país) que tem mais ferraris por metro quadrado do que Itália.
Faz sentido? pois...

08 outubro, 2008

Pontos de fuga

De um vidro estilhaçado, tentei "inventar" pontos de fuga.
Na última foto, tornou-se engraçado o reflexo da luz solar em pequenas bolas.






24 setembro, 2008

Equinócio

Equinócio… um género de equilíbrio.
Horas de Sol = Horas de Lua
Horas de Luz = Horas de Trevas

O encanto de um por do sol de Outono obriga-me a encostar o carro na berma.
Num movimento ancestral sento-me ali perto no chão húmido, voltado para o sol, e diante mim tenho um campo magnífico iluminado por uma luz perfeita e rosada. É uma planície de traços suaves com árvores dispersas, e sobre ela invento um bailado.

És tu que danças com o vento em gestos elegantes, suaves e harmoniosos, como uma borboleta, deixando no céu rastos de movimentos perpétuos.
És tu que sorris, e ao sorrires nasce uma melodia de ecos que percorrem todo o campo.
Tens a graça de um cavalo galopando livremente nos campos, espalhando atrás de si um manto de luz e liberdade.

Sinto-me agora à porta deste paraíso onde permaneço a ver-te dançar e sorrir nesse teu sorriso, que é só teu, não é de ninguém. Vejo-te, contemplo-te, estremeço mas não entro.

Entrar e abraçar-te seria como matar a sede com água salgada.

No final, desligou-se tudo e fiquei envolto em escuridão. Levo apenas comigo a melodia na cabeça, e a tal luz… no farolim do carro.

23 setembro, 2008

Sonhos Anulados

Exertos de 1 leitura actual


"- Cure-me de sonhar, Doutor.
- Sonhar é uma cura.
- Um sonhadeiro anda por aí, por lonjuras e aventuras, sei lá fazendo o quê e com quem...Não haverá um remédio que me anule o sonho?"


"- Perguntava eu, Dona Munda, sobre o seu marido...
- Está muito mal. O sal já está todo espalhado no sangue.
- Não é sal, são diabetes.
- Ele recusa. Diz que se ele é diabético, eu sou diabólica.
- Continuam brigando?
- Felizmente, sim. Já não temos outra coisa para fazer. Sabe o que penso, Doutor? A zanga é a nossa jura de amor."

in "Venenos de Deus, Remédios do Diabo" - Mia Couto